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Programa de Educação Tutorial

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Santo de casa

Andressa Ferreira Vaz de Deus

Maurílio Cruz Balthazar

Arthur Pereira Albernaz Moreira

Artur Jorge Gonzaga Jayme

Laura Vilela Campos

atividade de 2022 a 2023

O Santo de Casa convidou ex-professores e ex-alunos da Escola de Arquitetura da UFMG para apresentarem suas experiências relacionadas à Arquitetura e ao Urbanismo. A extensão busca aproximar antigos professores e/ou alunos da Escola de Arquitetura novamente com a faculdade e com os novos alunos. Assim, a trajetória desses professores e alunos, tanto dentro quanto fora da universidade, pode ser mantida viva, como forma de dialogar mais com os discentes e mostrar as várias possibilidades dentro da área de Arquitetura e Urbanismo.

Maria Lúcia Malard

Natália Barros

José Eduardo Ferolla (Homenagem)

CONVIDADOS

entre setembro e outubro de 2025

A primeira experiência do projeto seguiu a temática “Corpos e Saberes Negros”, a fim de discutir os saberes, métodos construtivos e formas de reexistência dos povos negros historicamente subalternizados no Brasil. Houveram cinco encontros divididos a partir das seguintes temáticas: Invisibilização Negra, Arquitetura Afrodiaspórica e Cultura Negra.

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Andressa Ferreira Vaz de Deus

Maurílio Cruz Balthazar

Arthur Pereira Albernaz Moreira

Artur Jorge Gonzaga Jayme

Laura Vilela Campos

atividade de 2022 a 2023

O Santo de Casa convidou ex-professores e ex-alunos da Escola de Arquitetura da UFMG para apresentarem suas experiências relacionadas à Arquitetura e ao Urbanismo. A extensão busca aproximar antigos professores e/ou alunos da Escola de Arquitetura novamente com a faculdade e com os novos alunos. Assim, a trajetória desses professores e alunos, tanto dentro quanto fora da universidade, pode ser mantida viva, como forma de dialogar mais com os discentes e mostrar as várias possibilidades dentro da área de Arquitetura e Urbanismo.

Maria Lúcia Malard

Natália Barros

José Eduardo Ferolla (Homenagem)

CONVIDADOS

INVISIBILIZAÇÃO NEGRA

O primeiro bloco, intitulado “Invisibilização Negra”, teve como objetivo introduzir a noção de invisibilização de pessoas na cidade, com foco nos corpos e saberes negros. Foram realizadas leituras e discussões a partir da introdução da dissertação de mestrado de Cynthia Bustamante, Ambivalências urbanas: o protagonismo da população negra em Belo Horizonte – Matripotência, Ancestralidade e Reparação, e do texto de Renato Emerson dos Santos, Sobre espacialidades das relações raciais: raça, racialidade e racismo no espaço urbano.

Tais leituras abriram margem para diversas discussões envolvendo raça, colonialismo, arquitetura e urbanismo.

 

No primeiro encontro, destacou-se o entendimento da raça enquanto uma construção social e geográfica, a noção de pessoas brancas enquanto racializadas e a branquitude enquanto identidade. ​A partir dessa perspectiva, buscou-se deslocar o debate do racismo entendido apenas como ato explícito de discriminação para a compreensão da supremacia branca como estrutura que atravessa a sociedade e sustenta a exclusão de corpos e saberes negros no campo da arquitetura.

 No segundo encontro, um dos primeiros tópicos abordados foi o arranjo institucional conformado a partir do pacto da branquitude que é constantemente operacionalizado na sociedade. Aqui, com a presença da professora Cynthia, várias das discussões tidas anteriormente puderam ser imbuídas com maior arcabouço teórico, como o entendimento da raça enquanto componente de um Sistema Interligado de Dominação – na qual o sistema de um racismo institucional naturaliza os corpos negros como escravizados e a violência submetida a eles – e a necessidade de se criar um pensamento racial não apenas ancorado na violência, juntamente com a noção da existência de clareza e opacidade na análise das relações raciais.

A atividade que acompanhou essa primeira parte foi uma visita ao MUQUIFU (Museu dos Quilombos e das Favelas Urbanas). A experiência proporcionou um olhar decolonial sobre a história oficial – narrada a partir de uma perspectiva do patriarcado supremacista branco, capitalista e imperialista – e sobre formas de narrá-la a partir das vozes que normalmente são silenciadas.

Andressa Ferreira Vaz de Deus

Maurílio Cruz Balthazar

Arthur Pereira Albernaz Moreira

Artur Jorge Gonzaga Jayme

Laura Vilela Campos

atividade de 2022 a 2023

O Santo de Casa convidou ex-professores e ex-alunos da Escola de Arquitetura da UFMG para apresentarem suas experiências relacionadas à Arquitetura e ao Urbanismo. A extensão busca aproximar antigos professores e/ou alunos da Escola de Arquitetura novamente com a faculdade e com os novos alunos. Assim, a trajetória desses professores e alunos, tanto dentro quanto fora da universidade, pode ser mantida viva, como forma de dialogar mais com os discentes e mostrar as várias possibilidades dentro da área de Arquitetura e Urbanismo.

Maria Lúcia Malard

Natália Barros

José Eduardo Ferolla (Homenagem)

CONVIDADOS

ARQUITETURA AFRODIASPÓRICA

No segundo bloco, “Arquitetura Afrodiaspórica” o enfoque seria uma discussão sobre técnicas de construção tradicionalmente utilizadas por comunidades africanas e afrodescendentes, que foram amplamente adotadas nas construções brasileiras durante o período colonial e como hoje essas formas de habitar e construir podem ser soluções para conflitos climáticos no Sul Global. No terceiro encontro sugerimos a leitura do texto Arquitetura popular africana em Minas Gerais, presente na dissertação de mestrado de Juliana Faria. Discutimos bastante sobre a forma social e política que se organizaram historicamente e se organizam os quilombos, bem como as características arquitetônicas dessas ocupações e as técnicas utilizadas para a operacionalização dessas localidades. O encontro seguinte contou com a presença da professora Priscila Musa, no qual foi discutida uma parte da sua tese de doutorado, Quem vê cara não vê ancestralidade: arquivos fotográficos e memórias insurgentes de Belo Horizonte. Abordou-se, então, principalmente a contribuição da população negra para a construção de Belo Horizonte e seu apagamento histórico, em especial tendo em vista que a cidade foi construída a partir da demolição do antigo Arraial do Curral Del Rey – que apresentava população majoritariamente negra. 

Para além disso, conforme apresentado com o resgate de fotos antigas por Musa, é possível ver a presença de pessoas negras na construção da cidade de Belo Horizonte que, sob a égide de progresso, procurou constantemente apagá-las de sua história.

 

Em conjunto com tais discussões, realizamos uma Oficina de Adobe aberta para inscritos de fora do grupo, ministrada pelos professores Thiago Lopes e Sofia Bessa. A proposta era que os alunos aprendessem mais sobre arquitetura de terra, em especial a técnica do adobe, e que pudessem produzir coletivamente seus próprios tijolos. A oficina foi dividida em dois dias, um para a preparação das massas de adobe, na qual foram realizadas massas com diferentes traços, variando a proporção de terra e areia empregados, e no segundo dia os tijolos foram formados e desinformados, de modo que todos que participaram da oficina pudessem levar os seus respectivos tijolos para casa quando os mesmos estivessem secos.

Andressa Ferreira Vaz de Deus

Maurílio Cruz Balthazar

Arthur Pereira Albernaz Moreira

Artur Jorge Gonzaga Jayme

Laura Vilela Campos

atividade de 2022 a 2023

O Santo de Casa convidou ex-professores e ex-alunos da Escola de Arquitetura da UFMG para apresentarem suas experiências relacionadas à Arquitetura e ao Urbanismo. A extensão busca aproximar antigos professores e/ou alunos da Escola de Arquitetura novamente com a faculdade e com os novos alunos. Assim, a trajetória desses professores e alunos, tanto dentro quanto fora da universidade, pode ser mantida viva, como forma de dialogar mais com os discentes e mostrar as várias possibilidades dentro da área de Arquitetura e Urbanismo.

Maria Lúcia Malard

Natália Barros

José Eduardo Ferolla (Homenagem)

CONVIDADOS

Andressa Ferreira Vaz de Deus

Maurílio Cruz Balthazar

Arthur Pereira Albernaz Moreira

Artur Jorge Gonzaga Jayme

Laura Vilela Campos

atividade de 2022 a 2023

O Santo de Casa convidou ex-professores e ex-alunos da Escola de Arquitetura da UFMG para apresentarem suas experiências relacionadas à Arquitetura e ao Urbanismo. A extensão busca aproximar antigos professores e/ou alunos da Escola de Arquitetura novamente com a faculdade e com os novos alunos. Assim, a trajetória desses professores e alunos, tanto dentro quanto fora da universidade, pode ser mantida viva, como forma de dialogar mais com os discentes e mostrar as várias possibilidades dentro da área de Arquitetura e Urbanismo.

Maria Lúcia Malard

Natália Barros

José Eduardo Ferolla (Homenagem)

CONVIDADOS

CULTURA NEGRA

O último bloco, “Cultura Negra”, contou com apenas um encontro que teve a participação do doutorando Daniel Menezes, em que discutimos o texto de sua autoria  Como surge um quilombo: Institucionalização da Identidade do Kilombo Família Souza na garantia de direitos. A partir dessa discussão, pudemos compreender melhor o que constitui um quilombo e como se dão os processos de legitimação dessas comunidades perante o poder público e a sociedade civil, com foco nos quilombos de Belo Horizonte.

Um dos principais pontos dessa conversa foi a ideia de quilombo não como refúgio, como sugere a história oficial, mas como experiência social e espaço plural de sociabilidade – diálogo que se articula com as reflexões anteriores sobre abordar as questões raciais para além da violência. 

Ao final, como última oficina, foi solicitado aos participantes que realizassem produções diversas acerca de suas experiências com o grupo, oficinas e discussões realizadas.

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